Retrospectiva tática: Levir no comando do Atlético

Por: Lucas Silva

Foto por: Bruno Cantini / Atlético

Levir Culpi reestreia como técnico do Galo nesse domingo (21/10 às 16:00) contra o Fluminense, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na última passagem, foram 578 dias como treinador, deixando o clube em 26/11/2015. Foram 109 jogos no comando, com 57 vitórias, 22 empates e 30 derrotas (Aproveitamento de 59%). Nesse período, a equipe marcou 167 gols (1,5 por partida) e sofreu 115 (1,1 por partida).

Apesar dos títulos conquistados, Levir deixou o atlético ao final de 2015 após decisão tomada por Daniel Neponuceno, então presidente do clube, dividindo a opinião dos torcedores. A justificativa do ex mandatário para não renovar com o treinador era, resumidamente, contratar um técnico que proporcionasse maior solidez defensiva.

Mas, o que esperar do Galo de Levir em 2018 e 2019?

Vamos a uma retrospectiva bem breve, para que possamos tirar conclusões ao passar dos jogos tendo como referência sua última passagem.


Retrospectiva tática: Levir no comando do Atlético

‪2014

Em 2014, logo após retornar ao clube implantou um esquema baseado em um 4231. Sua proposta foi ser reativo com saídas rápidas em toques curtos pelos lados. Quando precisava propor o jogo no Independência a verticalidade ofensiva se mantinha.

Levir encontrou a formação ideal para as viradas históricas contra Flamengo e Corinthians ao utilizar Dátolo no lugar de Josué em um emocionante clássico vencido por 3×2. Assim, o Galo se tornou ofensivo, vertical, móvel e intenso na marcação para conquistar a Copa do Brasil.

Já na final contra o Cruzeiro, retornou com dois volantes para dar equilíbrio ao time e liberdade aos laterais ofensivos, além de Dátolo como meia central com função de triangular pelas pontas e marcar a saída qualificada de Lucas Silva. Estratégia bem feita e título conquistado.

 

 

Formação titular na final da Copa do Brasil 2014

2015

Em 2015, com a saída de Tardelli e a chegada de Pratto, Levir manteve o time ofensivo e vertical atuando com as linhas bem avançadas. Com Rafael Carioca organizando o time na saída de bola e Pratto em boa fase, o Galo disputou o título do Brasileiro com o Corinthians.

Porém, com um elenco limitado em algumas posições, o time caiu fisicamente na reta final sofrendo ao atuar com a defesa avançada e exposta às infiltrações dos atacantes rivais.

Diferentemente da Copa do Brasil, o Brasileiro exigia um elenco forte. Justamente por não ter boas peças em algumas posições, Levir foi bem ao conseguir o vice-campeonato com Thiago Ribeiro, Giovanni Augusto, Patric, Edcarlos e Carlos atuando com frequência.

Pratto, em boa fase, foi destaque com Levir em 2015

A obsessão contra o endividamento do clube e os salários atrasados, além de se dizer satisfeito com o elenco, criaram a impressão de acomodação e falta de ambição. Além disso, Levir teve alguns atritos com o elenco e a diretoria culminando na sua saída ao final da temporada.


E o que esperar em 2018 e 2019?

Se considerarmos sua última passagem, ele poderá repetir algumas formações com as peças que temos hoje no elenco, mas só conseguiremos ver o que o técnico está pensando mesmo após algumas partidas e tempo de treinamento.

Talvez fará o Galo retornar ao 4231, com dois volantes menos móveis ou então voltar com os ataques mais rápidos e verticais. Vamos aguardar e com o passar dos jogos vamos pontuando essas características nas análises dos jogos.

Acompanhe!


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