Análise – Os adversários do Galo na Libertadores: Zamora

Por: Douglas Borges

Contexto

Rival mais fraco do grupo, o venezuelano Zamora visita o Galo em busca dos seus primeiros pontos na Libertadores após 2 derrotas pro Nacional em casa e pro Cerro Porteño no Paraguai. Dirigidos pelo venezuelano Ali Cañas (58 anos) desde 2017, o atual vice-líder do campeonato venezuelano não perde em sua liga nacional desde 18 de fevereiro somando 7 partidas sem derrota, porém ainda não conseguiu convencer na maior competição do continente.

Zamora é o atual vice líder do campeonato venezuelano

É válido ressaltar que apesar de não ser um time de muita qualidade, o Zamora possui alguns jogadores jovens de qualidade (típicos do atual momento do futebol da Venezuela), alguns com passagem pelas seleções de base do país e que podem aparecer em times chilenos, colombianos, argentinos e até brasileiros no futuro. São os casos de Erickson Gallardo (23 anos), Joel Graterol (22 anos), Antonio Romero (22 anos), Kevin De la Hoz (20 anos) e do paraguaio Guillermo Paiva (21 anos), vale a pena observar.

Análise

Pelo contexto de estar enfrentando uma equipe superior fora de casa, é muito provável que Ali Cañas repita as ideias utilizadas na derrota por 2×1 para o Cerro Porteño, onde se viu em uma situação semelhante à de quarta-feira. Pode-se esperar então um time jogando em 4213, no meio há a dúvida se irá optar por Pedro Ramirez como armador, recuando o veterano Gustavo Rojas para jogar ao lado do volante Oscar Hernández ou se Rojas será o armador da equipe jogando lado do colombiano Jader Maza em um 4123. Importante afirmar que a opção por um 4123 não fará um time mais ofensivo, pois Maza tem uma capacidade defensiva maior que Ramirez.

O possível time do Zamora com Ramirez

Gallardo e Romero são as principais armas ofensivas dos venezuelanos, ambos os pontas jogam bastante abertos, pressionando a defesa adversária e possuem muita velocidade para ultrapassar e receberem livres. Para utiliza-los, o Zamora usa bastante de jogo direto, com lançamentos pro trio de ataque, inclusive Paiva que recebe como pivô, o paraguaio é importante também para finalizar as jogadas que Gallardo e Romero fazem pelos lados (acende-se o alerta pelo falo de estarmos sofrendo muitos gols de cruzamento). O Galo deve ter bastante atenção no ataque venezuelano também a Ramirez que muitas vezes chega na área de surpresa, explorando o espaço entre a defesa e o meio adversário e a Rojas, que possui bastante qualidade chutando de fora da área.

Ao perder a bola, porém, o Zamora apresenta muitos pontos fracos. Apesar de tentar praticar uma pressão pós-perda, quando ultrapassada se mostra uma defesa exposta, que apesar de fazer marcação por zona, tem muita dificuldade em compactar suas linhas e permite muitos espaços livres. Sem a bola e no campo de defesa, se fecha em 442 e varia as vezes em 4141, com os pontas voltando pra fechar os lados, entretanto possui muita dificuldade quando o adversário se movimenta, sempre deixando o atacante sozinho. O time também sofre se defendendo de bolas aéreas.

O possível time do Zamora com Maza

Por ter uma postura mais conservadora, os laterais do Zamora não costumam subir muito ao ataque, apesar que Mayker Gonzalez tente algumas raras subidas para apoiar. Vale ressaltar também que caso jogue Maza, o Colombiano sempre que possível tenta conduzir a bola ao ataque e driblar, podendo gerar bons lances para o time da Venezuela, outra opção comum que pode ser utilizada é Jose Soto fazendo dupla com Hernández, uma vez que Soto é um volante mais defensivo. Contra o Cerro, após estar atrás do placar, o Zamora passou a tentar segurar mais a bola e ser mais paciente pra chegar ao ataque, tal característica também pode ser acionada em caso de gol do Galo.


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